sábado, 19 de março de 2011

MESTRE! O MAR SE REVOLTA, AO VIVO.

“E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?” (Mateus 8:27 RA)

          Nos últimos dias testemunhamos uma catástrofe no Japão. O drama se tornou ainda maior porque, neste século, somos testemunhas oculares em tempo real, por conta da tecnologia disponível, de todos os eventos que ocorrem no planeta. Anos atrás, isso não era possível. O que acontecia demorava alguns dias, senão meses, para que todas as dimensões dos acontecimentos fossem realmente conhecidas. Hoje não! Somos informados "on-line", em tempo real. O que fazer com todas essas informações que chegam, ao vivo e a cores, em nossas casas? Algumas reações são óbvias: susto, consternação, espanto, medo, insegurança, preocupação com nossa própria segurança. Alguns perguntam: "Será que isso virá até aqui?" Não! Não virá. Está muito distante de nós. Podemos seguir com a nossa vida tranquila. Será mesmo? Eu acho que não! Mas antes de se preocupar, pensando que estou dizendo para você por sua máscara e roupa antirradiação (coisa que nem temos mesmo), saiba que não estou falando neste aspecto. Falo no que diz respeito ao efeito de tudo isso quanto às questões espirituais que certamente devem nos tirar da frieza, da negligência, que nos priva de afetos e compaixão. Depois de vermos o mar - e a terra, se revoltando, ao vivo e a cores, eu continuo afirmando: Não!   Não podemos seguir tranquilamente nossas vidas, porque devemos orar com a mesma sensação de quem sofreu o desastre. Não podemos seguir em frente com aquela tranquilidade, que beira a inconsciência mórbida, que nos transforma em seres frios, sem empatia. Ou seja, sem um estado de espírito no qual uma pessoa se identifica com outra, presumindo sentir o que esta está sentindo.
Seres humanos, criados por Deus, assim como nós, estão sofrendo  todo tipo de angustia que o desastre trouxe as suas realidades. Oremos por eles. Corramos para Jesus, em oração, pelas crianças, jovens, adultos e idosos que sofrem. Que Deus Salve o Japão!
(Rev. Nátsan Matias - Março/2011)

AINDA NÃO É O FIM!


“E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis,
porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim”. Mt. 24.6
Para milhares de japoneses 11 de março de 2011, uma sexta-feira, pareceu ser o
fim do mundo. Prédios balançavam, casas desmoronavam, estradas eram rasgadas como
se fossem pedaços de um tecido velho, carros e barcos eram levados pelas águas como
se fossem leves brinquedos, vagões descarrilados tombavam. Foi o pior terremoto da
história do Japão, mesmo não o sendo em número de vítimas fatais.
Ocorrência de terremotos é um dos sinais apontados por Jesus como prenúncio
do fim dos tempos e, consequentemente, do seu retorno triunfal. Os outros são: guerras,
rumores de guerra, fome, traição, ódio, multiplicação da iniqüidade e esfriamento do
amor, perseguição e morte dos seus discípulos por causa do seu nome, falsos profetas e
também falsos cristos. Palavras de Jesus que foram fiel e devidamente registradas pelos
evangelistas – Mateus, Marcos e Lucas (Mt. 24:3-14; Mc. 13:3-13; Lc. 21:7-19).
Jesus, ao falar desse assunto no monte das Oliveiras, respondia à indagação
particular de quatro dos seus discípulos – Pedro, Tiago, João e André – sobre quando
sucederiam as coisas por ele anunciadas; entre elas a destruição do templo. Parece
razoável e compreensível o interesse dos discípulos; afinal, ninguém melhor do que
Jesus poderia responder com propriedade aquela preocupação. Aqueles discípulos não
viveriam o bastante para testemunhar o cumprimento das palavras do Mestre, mas a
atual geração pode notar que, a cada dia, a resposta dada por Jesus se mostra mais clara
e mais fiel. O que Cristo ensinou sobre o fim dos tempos vem se delineando, através dos
acontecimentos históricos, de maneira absolutamente fiel e consistente. Não temos
motivos para colocar em dúvida o que ele ensinou aos seus discípulos naquele momento
do seu ministério terreno.
É verdade que uma considerável parcela da população global não vê nenhuma
relação entre os acontecimentos atuais e os ensinos de Jesus. Permanece cética em
relação ao que a Bíblia ensina; e deliberadamente fecha os olhos ante as evidências dos
fatos e simetria com as profecias da Escritura. As gerações futuras, infelizmente,
continuarão com a mesma postura; enquanto os acontecimentos na terra vão se
desdobrando tal como o Senhor previu que ocorreriam.
A realidade dos fatos impõe a igreja de hoje dois grandes e inadiáveis desafios.
Primeiro o de intensificarmos a vigilância em oração para que a igreja não seja
surpreendida como as cinco virgens néscias da parábola das dez virgens, registrada por
Mateus no capítulo 25 do Evangelho. O segundo é o de intensificarmos o trabalho de
pregação e testemunho do santo Evangelho de Jesus Cristo, pois como ele mesmo
afirmou: “os campos já branquejam para a ceifa” (Jo. 4.35).
Ainda não é o fim. Mas tão certo como o sol nasce todas as manhãs, ele virá.
Virá o fim e virá o Senhor para estabelecer para sempre o seu reino. Cumprida a sua
Palavra, não haverá mais guerras, terremotos, maremotos, tsunames...nem mortos.
Uma boa semana!
Rev. Tércio Rocha