sábado, 19 de março de 2011

AINDA NÃO É O FIM!


“E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis,
porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim”. Mt. 24.6
Para milhares de japoneses 11 de março de 2011, uma sexta-feira, pareceu ser o
fim do mundo. Prédios balançavam, casas desmoronavam, estradas eram rasgadas como
se fossem pedaços de um tecido velho, carros e barcos eram levados pelas águas como
se fossem leves brinquedos, vagões descarrilados tombavam. Foi o pior terremoto da
história do Japão, mesmo não o sendo em número de vítimas fatais.
Ocorrência de terremotos é um dos sinais apontados por Jesus como prenúncio
do fim dos tempos e, consequentemente, do seu retorno triunfal. Os outros são: guerras,
rumores de guerra, fome, traição, ódio, multiplicação da iniqüidade e esfriamento do
amor, perseguição e morte dos seus discípulos por causa do seu nome, falsos profetas e
também falsos cristos. Palavras de Jesus que foram fiel e devidamente registradas pelos
evangelistas – Mateus, Marcos e Lucas (Mt. 24:3-14; Mc. 13:3-13; Lc. 21:7-19).
Jesus, ao falar desse assunto no monte das Oliveiras, respondia à indagação
particular de quatro dos seus discípulos – Pedro, Tiago, João e André – sobre quando
sucederiam as coisas por ele anunciadas; entre elas a destruição do templo. Parece
razoável e compreensível o interesse dos discípulos; afinal, ninguém melhor do que
Jesus poderia responder com propriedade aquela preocupação. Aqueles discípulos não
viveriam o bastante para testemunhar o cumprimento das palavras do Mestre, mas a
atual geração pode notar que, a cada dia, a resposta dada por Jesus se mostra mais clara
e mais fiel. O que Cristo ensinou sobre o fim dos tempos vem se delineando, através dos
acontecimentos históricos, de maneira absolutamente fiel e consistente. Não temos
motivos para colocar em dúvida o que ele ensinou aos seus discípulos naquele momento
do seu ministério terreno.
É verdade que uma considerável parcela da população global não vê nenhuma
relação entre os acontecimentos atuais e os ensinos de Jesus. Permanece cética em
relação ao que a Bíblia ensina; e deliberadamente fecha os olhos ante as evidências dos
fatos e simetria com as profecias da Escritura. As gerações futuras, infelizmente,
continuarão com a mesma postura; enquanto os acontecimentos na terra vão se
desdobrando tal como o Senhor previu que ocorreriam.
A realidade dos fatos impõe a igreja de hoje dois grandes e inadiáveis desafios.
Primeiro o de intensificarmos a vigilância em oração para que a igreja não seja
surpreendida como as cinco virgens néscias da parábola das dez virgens, registrada por
Mateus no capítulo 25 do Evangelho. O segundo é o de intensificarmos o trabalho de
pregação e testemunho do santo Evangelho de Jesus Cristo, pois como ele mesmo
afirmou: “os campos já branquejam para a ceifa” (Jo. 4.35).
Ainda não é o fim. Mas tão certo como o sol nasce todas as manhãs, ele virá.
Virá o fim e virá o Senhor para estabelecer para sempre o seu reino. Cumprida a sua
Palavra, não haverá mais guerras, terremotos, maremotos, tsunames...nem mortos.
Uma boa semana!
Rev. Tércio Rocha

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